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Cinema

PASSAGEIROS – Sci-fi ou Romance?

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O gênero de Sci-fi vem passando por uma época em que vemos surgir bons filmes. Claro que a aprovação de A ou B vai de cada um, mas é inegável de que recebemos dos produtores, filmes que trabalham essa temática. A Chegada (2016), Rua Cloverfield,10 (2015), Gravidade (2013) e Interestelar (2014) são alguns exemplos de filmes do gênero nos últimos cinco anos. “Passageiros” surfa essa mesma onda, porém aqui iremos discutir se essa obra cinematográfica realmente quis ser um sci-fi ou não.passa4

O filme mostra a história de Jim Preston (Chris Pratt) e Aurora Lane (Jennifer Lawrence), dois jovens que durante uma viagem espacial entre a Terra e outro planeta, acordam cerca de 90 anos antes do previsto. Fato que os condena a morte antes mesmo de chegarem ao novo planeta. Após o estreitamento dos laços afetivos, o casal é surpreendido ao descobrir que a nave está com problemas técnicos e que eles são os únicos que podem salvar os outros passageiros e a tripulação.

A premissa básica do filme é bastante interessante, o fato de estar sozinho em uma nave gigantesca torna o início do filme melancólico e trás a tona um princípio sociológico muito simples. O de que necessitamos de pelo menos outra pessoa para conviver e de que não somos preparados para vivermos sozinhos, seja lá qual for à circunstância. Após isso há um acontecimento no filme que muda tudo, é ele o principal elemento que irá te fazer gostar ou não gostar do filme. Não irei dizer qual é, mas quem ver o filme logo saberá, mas a grande preocupação com o que acontece é a culpa sentida pelo personagem que comete essa ação.passa 2

A construção romântica é bem feita. Mesmo sendo óbvio de que os personagens em algum momento teriam um relacionamento amoroso, o roteiro não tem pressa de que isso aconteça, ele constrói a relação pouco a pouco. Dentro dessa conjuntura o filme usa uma maneira bem peculiar de contar “o segredo” para o outro personagem, usando muito bem o conceito sci-fi do filme. Vale ressaltar que até aqui o filme engaja o seu público, ficamos emergidos na trama, é interessante pensar como os personagens irão se comportar após a revelação. Outra coisa importante é que nesse momento não há vilão ou mocinho, o filme já te dá motivos suficientes para sentir empatia pelos dois protagonistas, não existe juízo de valor.

Infelizmente no terceiro ato do filme ele simplesmente ignora o dilema moral envolvendo os personagens e parte para uma ótica de sobrevivência coletiva, já que agora o foco é salvar a nave. Um elemento surge nesse momento como puro catalisador, após o “objetivo” alcançado o filme o descarta sem cerimônias. A sensação que temos é que o filme abandona sua potencialidade de sci-fi a passa a ter a pretensão de ser um romance espacial, o que torna o filme enfadonho e previsível.

Chris Pratt e Jennifer Lawrence tem uma ótima sintonia juntos, são eles que conseguem carregar o filme, atores menos gabaritados talvez fizessem o filme ficar desinteressante muito antes. O Chris Pratt tem uma atuação boa, seu carisma torna a parte onde ele atua sozinho bem divertida. Já a Jennifer Lawrence é um pouco prejudicada pelo roteiro, mas também entrega um bom papel, ela é excelente em papeis dramáticos. passa 3

A direção do Matt Ross é mais um ponto fraco do filme. Não há muita inventividade no uso da câmera, os diálogos algumas vezes são artificiais, mas para não dizer que tudo foi perdido há uma cena muito boa envolvendo a falta de gravidade.

“Passageiros” está longe de ser um filme ruim, porém tomadas de decisões que priorizaram o lado comercial e não sua potencialidade de roteiro acabaram estragando o que poderia ser um ótimo sci-fi, mas que infelizmente foi reduzido a um romance exagerado.

NOTA: 6,3

Título Original: Passengers
Lançamento: 21 de Dezembro (EUA) e 5 de Janeiro (Brasil)
Gênero: Sci-fi / Romance / Drama
Diretor: Matt Ross
Roteiro: Ronnie Christensen
Distribuidora: SONY PICTURES

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Cinema

DJ Amorim vive filho do comediante Paulo Mathias Jr em sua estreia no cinema

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O elenco de “Os Espetaculares” também conta com Rafael Portugal, Luísa Perissé e Victor Meyniel

O carioca DJ Amorim, de 13 anos faz sua estreia no cinema no filme “Os Espetaculares”, uma comédia com Rafael Portugal e Paulo Mathias Jr. O filme acompanha um grupo de comediantes que precisa ganhar um concurso e tenta se afirmar no mercado dos espetáculos, revelando os bastidores do stand-up. Na trama, Ed Lima (Paulo Mathias Jr.) é um egocêntrico comediante de stand up que tem uma amorosa relação com o filho de 12 anos (o estreante DJ Amorim). Em cena, tem ainda uma jovem nerd que conta “piadas intelectuais” (Luísa Perissé), e o divertido, mas lunático, atendente de uma padaria (Victor Meyniel). “Os Espetaculares” chegou ao streaming (Apple TV, Now, Google Play, Youtube, Vivo Play e Sky Play). DJ Amorim, nome artístico escolhido pelo menino Deivis Júnior estará na próxima novela das 6 da Rede Globo, “Nos Tempos do Imperador”, adiada por conta da pandemia da Covid-19. O menino, que também é dublador e dançarino, já soma diversos trabalhos na TV e no teatro. Em “Jesus” novela da TV Record viveu Simão Zelote e participou da produção “O Rico e Lárazo”, também da emissora. Além das séries “Renascidos”, “Impuros” e “Bom Dia, Verônica”, que tem previsão de estreia na Netflix em outubro. Um garoto tranquilo e dedicado ao que faz, DJ Amorim se diz muito apaixonado pela atuação e pela dança, onde se especializa em hip hop, ballet clássico e sapateado.
Assessoria: 12ML comunicação

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Cinema

Camila Curty protagoniza série internacional “La Llamada”

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Dentro de todos os projetos de quarentena estrelados, a atriz Camila Curty foi convidada para participar de uma série internacional com atores do mundo todo. “La Llamada”, do diretor mexicano Octavio Maya Rocha, narra a história de personagens ao redor do mundo, diretamente relacionados à pandemia do COVID-19. Todos os episódios foram gravados por chamada de vídeo e tratam de cenários e assuntos muito importantes.

Com atores do Japão, Rússia, Nova York, Bolívia, entre outros, Camila é quem representa o Brasil na série. Sua personagem Sophia Queiroz, é uma antropóloga brasileira que tenta fazer contato com o companheiro de trabalho para dar a notícia de que o outro companheiro de ambos havia morrido e que as comunidades indígenas do Amazonas estão infectadas.

O convite para interpretar Sophia surgiu e Camila aceitou prontamente. “Octavio Maya estava dando início ao projeto com atores de todo mundo e Claudia Eid, diretora boliviana e grande amiga, me indicou quando ele começou a procurar uma atriz que representasse o Brasil. Octavio entrou em contato comigo e eu adorei o projeto, é muito a minha cara. Topei na hora”, afirma Camila. A atriz ainda revela o quão especial é para ela ser a única representante brasileira no projeto. “É muito especial para mim estar em um projeto que eu acredito e me identifico tanto, podendo ser a voz do Brasil em uma série que se passa no mundo inteiro”, completa.

Camila protagoniza o episódio do qual participa, uma vez que os episódios são independentes uns dos outros. A abordagem do cenário brasileiro na trama, trata diretamente de assuntos políticos que assolam o país desde o início da pandemia, como a omissão do governo frente ao caos. Ao fim do episódio, é feita ainda uma relação entre a situação brasileira e boliviana, o que o torna ainda um divisor de águas para a série.

Pôster de “La Llamada”

Em uma série exibida em todo mundo, o texto que trás toda a indiferença que o povo brasileiro enfrenta, torna-se uma documentação do que está acontecendo em um momento que entrará para os livros de história futuros. Além de entretenimento, “La Llamada” ganha uma importância ainda maior.

“Como é uma série internacional e que abrange uma área tão grande (já que envolve vários países), falar sobre a situação atual do Brasil na pandemia, sobre a situação da Amazônia, é como registrar um documento histórico, já que é uma história totalmente baseada em fatos reais. Acredito no poder que a arte tem de comunicar, denunciar e abrir os olhos que estão fechados. Poder ser porta voz desse assunto, que mexe tanto comigo, é muito importante pra mim” relata Camila.

A série foi inteiramente gravada por meio de chamadas de vídeos com os atores de outras nacionalidades e dirigida por Octavio Maya. O modelo que tem sido muito utilizado em produções audiovisuais por todo o mundo durante o isolamento social. E, além do episódio interpretado por Camila, toda a série é repleta de simbologias e mitos, servindo também como denúncia para situações reais que estão acontecendo no mundo durante todo o período de pandemia.

Para Camila, a produção de “La Llamada” aconteceu estando diretamente em contato com Octavio. O diretor em chamada de vídeo no México com a atriz no Brasil, produziu todo o episódio, que foi gravado dentro da casa de Camila.

“Octavio e eu produzimos tudo por vídeo chamada, ele no México e eu no Brasil. Trocamos vários áudios, evoluímos para o vídeo e tudo aconteceu assim. O Octavio desenvolve um movimento no cinema chamado MetaCine, que é a reinterpretação do que você pode ver na realidade e ele é super ligado na tecnologia. Casou perfeitamente com a produção do projeto, já que o episódio foi gravado na minha casa mesmo, pelo meu celular”, conta Camila.

E sendo produção de caráter realístico dentro de uma trama muito bem construída e, acima de tudo, sendo o primeiro projeto internacional da atriz, “La Llamada” já conquistou um espaço especial na carreira de Camila.

“É a primeira vez que faço parte de um projeto internacional e é um projeto a minha cara. Me identifico muito enquanto artista com essa pegada realista, documental e política. É especial demais estar trabalhando em um projeto tão grande e com pessoas tão talentosas e generosas. E é ainda mais especial acreditar nesse projeto”, conclui.

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Cinema

Série “The Stripper” é exibida hoje no Fest Cine Pedra Azul

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E foi dada a largada para o Fest Cine Pedra Azul. Vivendo ainda a pandemia que afetou todo o país, o festival internacional de cinema precisou adaptar a programação para a versão digital, exibindo as mostras pelo site oficial. “The Stripper”, que conta com o ator Rodrigo Tardelli integrando o elenco, concorre ao festival e será exibido hoje Fest Cine Pedra Azul.

A trama foi indicada na categoria “Webséries” no festival internacional de cinema que decidiu abrir neste ano um espaço especial para as produções voltadas para internet. “The Stripper” concorre com mais oito produções. A série é da Ponto Ação Produções, produtora de conteúdo independente do ator em sociedade com as atrizes Priscilla Pugliese e Natalie Smith.

O ator ainda comenta sobre a expectativa para o festival. “As expectativas são as melhores. Demos toda nossa energia a The Stripper e agradeço muito ao Fest Cine Pedra Azul por ser o primeiro festival a abrir espaço para essa série”, afirma Tardelli.

Também ficou com vontade de assistir “The Stripper” no Fest Cine Pedra Azul? Basta clicar AQUI e preparar a pipoca. As exibições começam hoje, a partir das 20h!

Confira o trailer de “The Stripper” para já se preparar para a exibição:

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