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Cinema

Dunkirk – Crítica

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Novo filme de Christopher Nolan, um dos diretores com maior destaque atualmente conta a história real da Operação Dínamo, que na 2º Guerra Mundial, tinha como objetivo resgatar os soldados das tropas aliadas, no qual se encontravam encurralados pelas forças alemãs na cidade de Dunkirk. Nesse longa, ele foge das tramas complexas, que o consagraram, como as viagens no tempo em Interestelar ou a invasão de mentes em a Origem. Dessa vez ele decide focar simplesmente na dificuldade de sobrevivência em meio à guerra. Mais uma vez, ele acerta em cheio.

O filme tem um pouco menos que 110 minutos, o menor longa do diretor desde The Following, entretanto a duração é perfeita quando compreendemos o ritmo que Nolan quis estabelecer. Ele não dá nenhum descanso ao público, são apenas 1 hora e 47 minutos, mas são de pura tensão do início ao fim. Não há nenhum momento no qual o espectador pode respirar mais tranquilamente, já que ele está imerso na trama desde o início. Passamos então a compartilhar do mesmo sentimento dos soldados e temos a constante sensação de que a qualquer momento, o estrondoso som das forças áreas inimigas virá e ninguém mais estará seguro.

Outra perfeição desta produção é o som. Ainda é cedo dizer, mas Dunkirk provavelmente levará muitas estatuetas pra casa tanto de edição quanto de mixagem. O som, desde uma bala atingindo um navio até o barulho dos aviões inimigos aumentando gradativamente, conforme se aproximam, estão em uma qualidade tão grande, que a insegurança dos soldados saem da tela e afeta cada um que está vendo o filme. Além disso, Nolan se junta novamente com Hans Zimmer, talvez o melhor compositores de todos os tempos. Hans consegue se superar mais uma vez com sua orquestra sensacional que não se ausenta em praticamente nenhum momento do filme, contribuindo ainda mais para a imersão do público e em nenhum momento se torna repetitiva.

Outro acerto é o elenco. Tom Hardy realiza pouco mas seu alto carisma faz o espectador temer pelo seu personagem em todo filme. Mark Rylance e Kenneth Branagh estão bem competentes mesmo sem ter tanto para mostrar. Cillian Murphy se destaca um pouco mais, por se tratar de um personagem com mais camadas relacionadas ao trauma na guerra. Entretanto o verdadeiro destaque vai para o até então desconhecido, Fionn Whitehead e o cantor Harry Styles, que surpreendem com perfomances bem humanas e tocantes. Ambos representam grande parte da essência do filme, revelando que todo o senso de companheirismo é perdido quando sua sobrevivência está em jogo.

O filme entretanto, em um pequeno momento acaba dando um tom de heroísmo e patriotismo para a guerra. Ele então passa a se contradizer já que, o que estava sendo vendido era um combate cru e sujo, onde a sobrevivência sobrepõe qualquer outro sentimento. Embora seja por pouco tempo, o longa se sairia melhor sem focar nisso.

Dunkirk é um dos filmes mais intensos e imersíveis de todos os tempos. Com uma equipe sonora e fotográfica simplesmente perfeitas, além de um elenco de primeira, ele se torna mais um acerto para a filmografia de, provavelmente, o diretor mais talentoso atualmente.

Nota: 9,2

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6 Comments

6 Comments

  1. Viteco

    27/07/2017 at 00:44

    Esse moleque me orgulhar! Bela visão

  2. Viteco

    27/07/2017 at 00:44

    Esse moleque me orgulha! Bela visão

  3. Deusirene Moreira

    27/07/2017 at 10:23

    Você me deixou com vontade de deixar tudo agora e correr pra frente da tela! Se esta era a sua intenção, alcançou o objetivo. Parabéns, pela crítica!

  4. Debora Moreira

    27/07/2017 at 13:25

    Sua síntese motiva qualquer desinteressado por cinema se voltar pra ele. Parabéns pela coerência e concisão, sem deixar de fora detalhes importantes.

  5. Debora Moreira

    27/07/2017 at 21:41

    A crítica concisa e profunda me motivou a assistir o filme. Parabéns pela riqueza de detalhes sem retirar a expectativa da surpresa.

  6. Patricia Santos

    27/07/2017 at 23:27

    Parabéns pela crítica. Eu que já queria assistir, agora fiquei mais motivada ainda.

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Cinema

DJ Amorim vive filho do comediante Paulo Mathias Jr em sua estreia no cinema

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O elenco de “Os Espetaculares” também conta com Rafael Portugal, Luísa Perissé e Victor Meyniel

O carioca DJ Amorim, de 13 anos faz sua estreia no cinema no filme “Os Espetaculares”, uma comédia com Rafael Portugal e Paulo Mathias Jr. O filme acompanha um grupo de comediantes que precisa ganhar um concurso e tenta se afirmar no mercado dos espetáculos, revelando os bastidores do stand-up. Na trama, Ed Lima (Paulo Mathias Jr.) é um egocêntrico comediante de stand up que tem uma amorosa relação com o filho de 12 anos (o estreante DJ Amorim). Em cena, tem ainda uma jovem nerd que conta “piadas intelectuais” (Luísa Perissé), e o divertido, mas lunático, atendente de uma padaria (Victor Meyniel). “Os Espetaculares” chegou ao streaming (Apple TV, Now, Google Play, Youtube, Vivo Play e Sky Play). DJ Amorim, nome artístico escolhido pelo menino Deivis Júnior estará na próxima novela das 6 da Rede Globo, “Nos Tempos do Imperador”, adiada por conta da pandemia da Covid-19. O menino, que também é dublador e dançarino, já soma diversos trabalhos na TV e no teatro. Em “Jesus” novela da TV Record viveu Simão Zelote e participou da produção “O Rico e Lárazo”, também da emissora. Além das séries “Renascidos”, “Impuros” e “Bom Dia, Verônica”, que tem previsão de estreia na Netflix em outubro. Um garoto tranquilo e dedicado ao que faz, DJ Amorim se diz muito apaixonado pela atuação e pela dança, onde se especializa em hip hop, ballet clássico e sapateado.
Assessoria: 12ML comunicação

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Cinema

Camila Curty protagoniza série internacional “La Llamada”

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Dentro de todos os projetos de quarentena estrelados, a atriz Camila Curty foi convidada para participar de uma série internacional com atores do mundo todo. “La Llamada”, do diretor mexicano Octavio Maya Rocha, narra a história de personagens ao redor do mundo, diretamente relacionados à pandemia do COVID-19. Todos os episódios foram gravados por chamada de vídeo e tratam de cenários e assuntos muito importantes.

Com atores do Japão, Rússia, Nova York, Bolívia, entre outros, Camila é quem representa o Brasil na série. Sua personagem Sophia Queiroz, é uma antropóloga brasileira que tenta fazer contato com o companheiro de trabalho para dar a notícia de que o outro companheiro de ambos havia morrido e que as comunidades indígenas do Amazonas estão infectadas.

O convite para interpretar Sophia surgiu e Camila aceitou prontamente. “Octavio Maya estava dando início ao projeto com atores de todo mundo e Claudia Eid, diretora boliviana e grande amiga, me indicou quando ele começou a procurar uma atriz que representasse o Brasil. Octavio entrou em contato comigo e eu adorei o projeto, é muito a minha cara. Topei na hora”, afirma Camila. A atriz ainda revela o quão especial é para ela ser a única representante brasileira no projeto. “É muito especial para mim estar em um projeto que eu acredito e me identifico tanto, podendo ser a voz do Brasil em uma série que se passa no mundo inteiro”, completa.

Camila protagoniza o episódio do qual participa, uma vez que os episódios são independentes uns dos outros. A abordagem do cenário brasileiro na trama, trata diretamente de assuntos políticos que assolam o país desde o início da pandemia, como a omissão do governo frente ao caos. Ao fim do episódio, é feita ainda uma relação entre a situação brasileira e boliviana, o que o torna ainda um divisor de águas para a série.

Pôster de “La Llamada”

Em uma série exibida em todo mundo, o texto que trás toda a indiferença que o povo brasileiro enfrenta, torna-se uma documentação do que está acontecendo em um momento que entrará para os livros de história futuros. Além de entretenimento, “La Llamada” ganha uma importância ainda maior.

“Como é uma série internacional e que abrange uma área tão grande (já que envolve vários países), falar sobre a situação atual do Brasil na pandemia, sobre a situação da Amazônia, é como registrar um documento histórico, já que é uma história totalmente baseada em fatos reais. Acredito no poder que a arte tem de comunicar, denunciar e abrir os olhos que estão fechados. Poder ser porta voz desse assunto, que mexe tanto comigo, é muito importante pra mim” relata Camila.

A série foi inteiramente gravada por meio de chamadas de vídeos com os atores de outras nacionalidades e dirigida por Octavio Maya. O modelo que tem sido muito utilizado em produções audiovisuais por todo o mundo durante o isolamento social. E, além do episódio interpretado por Camila, toda a série é repleta de simbologias e mitos, servindo também como denúncia para situações reais que estão acontecendo no mundo durante todo o período de pandemia.

Para Camila, a produção de “La Llamada” aconteceu estando diretamente em contato com Octavio. O diretor em chamada de vídeo no México com a atriz no Brasil, produziu todo o episódio, que foi gravado dentro da casa de Camila.

“Octavio e eu produzimos tudo por vídeo chamada, ele no México e eu no Brasil. Trocamos vários áudios, evoluímos para o vídeo e tudo aconteceu assim. O Octavio desenvolve um movimento no cinema chamado MetaCine, que é a reinterpretação do que você pode ver na realidade e ele é super ligado na tecnologia. Casou perfeitamente com a produção do projeto, já que o episódio foi gravado na minha casa mesmo, pelo meu celular”, conta Camila.

E sendo produção de caráter realístico dentro de uma trama muito bem construída e, acima de tudo, sendo o primeiro projeto internacional da atriz, “La Llamada” já conquistou um espaço especial na carreira de Camila.

“É a primeira vez que faço parte de um projeto internacional e é um projeto a minha cara. Me identifico muito enquanto artista com essa pegada realista, documental e política. É especial demais estar trabalhando em um projeto tão grande e com pessoas tão talentosas e generosas. E é ainda mais especial acreditar nesse projeto”, conclui.

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Cinema

Série “The Stripper” é exibida hoje no Fest Cine Pedra Azul

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E foi dada a largada para o Fest Cine Pedra Azul. Vivendo ainda a pandemia que afetou todo o país, o festival internacional de cinema precisou adaptar a programação para a versão digital, exibindo as mostras pelo site oficial. “The Stripper”, que conta com o ator Rodrigo Tardelli integrando o elenco, concorre ao festival e será exibido hoje Fest Cine Pedra Azul.

A trama foi indicada na categoria “Webséries” no festival internacional de cinema que decidiu abrir neste ano um espaço especial para as produções voltadas para internet. “The Stripper” concorre com mais oito produções. A série é da Ponto Ação Produções, produtora de conteúdo independente do ator em sociedade com as atrizes Priscilla Pugliese e Natalie Smith.

O ator ainda comenta sobre a expectativa para o festival. “As expectativas são as melhores. Demos toda nossa energia a The Stripper e agradeço muito ao Fest Cine Pedra Azul por ser o primeiro festival a abrir espaço para essa série”, afirma Tardelli.

Também ficou com vontade de assistir “The Stripper” no Fest Cine Pedra Azul? Basta clicar AQUI e preparar a pipoca. As exibições começam hoje, a partir das 20h!

Confira o trailer de “The Stripper” para já se preparar para a exibição:

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