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Cara Gente Branca – 1º temporada – Crítica

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Inúmeros feitos cinematográficos já foram realizados cujo tema central era o combate ao racismo. Eram obras que geralmente se passavam na época do ápice da segregação racial, entretanto Cara Gente Branca se passa na atualidade, época em que o racismo é algo ainda existente porém velado. O maior desafio da nova série da Netflix é tentar descrever fielmente como esse empecilho está instaurado nos dias de hoje, acertando em cheio em alguns episódios porém errando em outros.

A trama gira em torno de um grupo de adolescentes negros que estudam em uma universidade elitista, onde a maioria dos alunos são brancos que passam a se revoltar após haver uma festa de Halloween no qual tinha o black face como temática. A partir daí a série passa a explorar os diferentes pontos de vistas das pessoas perante o racismo sofrido.

O roteiro oscila ao tentar retratar esse preconceito de forma natural. Há episódios em que esse problema é mostrado de uma forma um tanto exagerada onde cada cena é uma discussão no qual grande parte das falas envolvem os personagens dizendo “negro” ou “branco” aparentemente mostrando que esse seria um diálogo comum entre dois adolescentes atualmente, e que obviamente está sendo mostrado de maneira errada. Por outro lado, há cenas em que o roteiro de fato retrata esse empecilho de uma forma genial e verdadeira, através, por exemplo, de uma simples festa onde uma música alta está tocando. Um garoto branco está cantando a letra, e por isso acaba soltando a palavra “nigga”. Isso seria um ato de racismo? O garoto branco é preconceituoso? Ou é um exagero dos negros se ofenderem por causa disso? Quando as situações são bem construídas, como essa, é possível extrair profundas reflexões a partir desse assunto.

Praticamente todos os episódios de , apenas 30 minutos, são sob a perspectiva de personagens diferentes. Alguns conseguem aproveitar o material que possuem para elevar sua atuação, como Marque Richardson e Logan Browning interpretando Reggie e Sam respectivamente. Ambos são engraçados, inteligentes e conseguem transmitir muito bem sua insatisfação em meio a uma sociedade racista. Por outro lado, há atuações como a de John Patrick Amedori, que apesar de ter um dos personagens mais interessantes ( Gabe ), sua atuação pouco expressiva em meio a momentos super emotivos acaba deixando as perfomances da série inconsistentes.

A trama navega com um tom de drama com fortes elementos de comédia, que quando estão separados funcionam perfeitamente, sensibilizando o público e também o fazendo rir. Entretanto, a série acaba se contradizendo quando em uma cena é mostrada a difícil situação de ser negro em meio uma elite branca, sendo seguida por um momento de pura sátira com eles, assistindo um programa de televisão, por exemplo.

Fica claro, portanto que Cara Gente Branca é uma importante obra, provando que mesmo após tanto tempo, o racismo ainda se mantém presente na sociedade. As direções competentes, como a de Barry Jenkis ( Moonlight ), a excelente trilha sonora com músicas, que casam perfeitamente com a situação e a ótima narração de Giancarlo Esposito elevam o nível da série. Entretanto a sua forte inconsistência no tom entre comédia e drama, além da forma como o tema é retratado e as atuações instáveis acabam deixando a grande novidade da Netflix com uma qualidade apenas mediana.

Nota : 6,4

 

Nome Originial: Dear White People

Lançamento: 28 de abril de 2017 

Diretor: Justin Simien 

Roteiro : Justin Simien

Gênero: Drama/Comédia  

Distribuidor: Netflix

 

 

 

 

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Pocah já confundiu produtor musical com seu ex-marido

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Um fato inusitado foi contado através das redes sociais por um dos maiores produtores de funk do país envolvendo o nome da Pocah que está confinada no BBB 21. Juninho Love contou através das redes sociais que a cantora lhe confundiu com o seu ex-marido e empresário Mc Roba cena com quem foi casada por 3 anos.

O fato aconteceu em 2014, “Eu tava numa casa em São Gonçalo, na gravação do dvd do Nego do Borel e a Pocah me confundiu com ele, ela achava que eu era o Robacena. E outra vez eu cheguei no camarim também e a galera me confundiu também achando que eu era o Robacena. Tô deixando a barba crescer pra galera não confundi mais a gente” revela Juninho.

Hoje a cantora está casada com Ronan Souza, mas na época chegou a revelar que se separou do pai da sua filha Vitória, hoje com 5 anos de idade por causa de uma traição por parte dele. 

Assista:

https://www.instagram.com/p/CNCuoOygEbu/?utm_source=ig_web_copy_link

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Televisão

Em conversa com o jornalista Thiago Araújo, Ariadna alfineta participante do BBB e internaustas especulam que seja a Pocah

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Primeira e única transsexual a participar do Big Brother Brasil, Ariadna Arantes agitou a web com um bate-papo revelador, e cheio de emoções, com o jornalista, DJ, Produtor de eventos e CEO do site Pheeno, Thiago Araújo. A ex-sister usou o canal de Thiago para fazer um balanço sobre os participantes LGBTs da atual edição do programa. “Pode parecer um pouco tosco o que eu vou falar, mas não me levem a mal! Muita gente hoje em dia fala de bixessualidade para querer um pouco abraçar a nossa bandeira.”, ressaltou Ariadna deixando claro que estava se referindo a uma participante específica. “Quem é a pessoa que eu não gosto que diz que é bi e nunca foi vista com uma mulher?”, chegou a brincar em tom de suspense.

A conversa foi ao ar dentro do programa “Estúdio Pheeno”, e também contou com uma explicação mais detalhado de Ariadna, sobre sua opinião em relação a participante, que a internet especula que seja a funkeira Pocah. “Todo mundo quer estar um pouco engajado. Mas na prática mesmo, você acha que é? Porque eu vejo tanta gente falando eu sou bi, mas nunca assumiu um relacionamento com outra mulher, com outro homem. Então é muito fácil hoje em dia as pessoas quererem abraçar essa causa, e no entanto só fala da boa para fora. Como muitas pessoas que tem aqui no Brasil que falam, mas a gente nunca viu. Não que tenha que provar, mas tem coisas que são óbvias né gente. Pelo amor de Deus”, pontuou.

E continuou: “Vou te dar um exemplo, não que seja bissexual, mas o Rodolfo falou lá dentro falou que era homofóbico e que através da Rafa Kaliman, ele deixou isso de lado. Viu o comentário que ele fez com o Fiuk? Você acha que realmente esse rapaz não é homofóbico? É claro que ele é. Só que a todo tempo ele vai tentar abraçar, porque é muito mais fácil você dizer que abraça para ter o apoio do público, do que você assumir que não gosta. Isso acontece. É muito fácil você pegar um microfone no meio de um bloco de carnaval e dizer que é bissexual, dar um estalinho numa amiguinha e tentar convencer as pessoas de que aquilo é verdade. Que todo mundo sabe que não é.”, explicou Ariadna, afirmando que apesar de alguns erros que cometeu, nesta edição se identifica muito com o Gil.

A eliminação na primeira semana do jogo

Ainda sobre o BBB, Ariadne Arantes também aproveitou a ocasião para contar o motivo que a fez não querer abrir sobre sua identidade de gênero e a cirurgia de troca de sexo dentro da casa, durante sua participação. “Acho que o Brasil não estava preparado. As pessoas não entendem. Eu fiz uma cirurgia muito séria, que muda a vida de um pessoa. E dentro do Big Brother, na primeira semana, eu me abri para algumas pessoas mais próximas. Mas isso não significa que eu era obrigada a abrir para todos, porque isso é uma coisa que preciso me sentir segura e confortável de compartilhar. Émuito chato: ‘Você fez a cirurgia, ah mas você tem orgasmo?’, ‘você tem sensibilidade?’, ‘mas entra?’, ‘Tem Buraco?’… perguntam essas coisas. Eu já tinha três anos de operada, escutando tudo isso. Já sabia que ia ter que enfrentar todas essas perguntas quando saísse, e ainda ter que passar lá dentro também? Cansaço né!”, confessou.

Preconceito pós-BBB

Ainda nesta pegada das cobranças, Ariadna também não deixou de falar sobre os preconceitos vividos após sua participação na 11ª edição do programa. “Hoje em dia já não existe mais o preconceito com o “ser ex-BBB”, porque entraram pessoas midiáticas, fortes como influenciadores. Então hoje em dia eles são ex-BBBs. Eu não sei se eles gostam muito, mas são. Não tem como negar. Mas antigamente era um preconceito muito grande. Então você imagina eu, a primeira mulher que passou pela transição, na minha condição, que estava ali participando de um programa, preta e ainda ex-BBB? Nossa!” destacou a moça, que apesar disso, se declara grata à visibilidade que ganhou depois do jogo. “Tudo meu, nessa parte midiática foi fruto do Big Brother. Então se hoje em dia eu consigo me manter, as minhas conquistas, graças à Deus, é por conta do BBB”, concluiu.
O quadro com a entrevista faz parte do canal “Pheeno TV”, que tem como principal objetivo a produção de conteúdo que destaque e valorize a cultura LGBTQIA+.

Foto: Divulgação

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Cantor comemora sucesso profissional com ex-esposa do jogador Hulk

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Marquinhos Navais participou no último domingo (21) do programa Eliana. Além de contar sua história de vida, o jovem de 19 anos de idade colaborou com uma linda homenagem ao cantor Tierry.

Nas redes sociais Marquinhos Navais agradeceu o carinho dos fãs. Entre tantas, uma fã mais do que especial do cantor, a empresária Iran Angelo, ex-esposa do jogador Hulk fez um post de comemoração ao lado do pernambucano na janela de seu apartamento de luxo em São Paulo, “Comemorando o sucesso do Marquinhos Navais” escreveu a loira.

Veja:

https://www.instagram.com/stories/iran_angelo/2534598192698548886/

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