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Cinema

Rei Arthur – A lenda da espada – CRÍTICA

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Rei Arthur – A Lenda da Espada é um filme de ação com uma pitada de fantasia, que recria a famosa história do homem que defendeu a Bretanha de povos Saxões, ou até mesmo o conto daquele capaz de tirar de uma espada de uma rocha.

O que vemos aqui é uma produção centrada mais no seu aspecto visual que na história propriamente dita. O filme se inicia com uma bela sequência, que impressiona visualmente, pois nos é mostrado o quanto a computação gráfica pode, literalmente, criar seres fantásticos que são, nesse caso, uma base sólida e muito importante para manter o que o filme tenta sustentar durante suas duas horas e seis minutos: um enredo fraco no sentido de explorar a profundidade psicológica de seus personagens, que são, geralmente, meros “peões” usados pelos roteiristas para causar um humor baseado em uma série de conversas, nas quais a câmera viaja de maneira caótica entre os rostos (marco do diretor Guy Ritchie o efeito logo de cara é notado por aqueles que assistiram outras produções do mesmo, como Sherlock Holmes).

      Os personagens em geral são usados também para figurar as excessivas cenas de luta, que são extremamente enfatizadas na produção. É percebido que todo o cuidado foi pouco para a criação daqueles momentos: em algumas lutas, efeitos como o close-up e slow motion nas armas são explorados, gerando a sensação de que estamos diante de clássicos jogos de luta (o que, mais uma vez, pode causar, para o público certo, um calor no peito devido à familiaridade, ainda que inconsciente). Falando especificamente em roteiro, este segue um padrão bem definido. Após se passar o início do longa, é percebido que as cenas são alternadas de maneira previsível entre lutas, diálogos cômicos, muitos flashbacks e mais lutas.

Não há um momento contemplativo, onde o público possa apreciar os cenários ou descansar, ao ponto de montar suas próprias reflexões e teorias acerca do que visto. Esse formato é reconhecido para com blockbusters, podendo, assim, agradar aos fãs do gênero, mas o público que aprecia um cinema mais contemplativo e com profundidade narrativa pode se incomodar. Além do aspecto previsível da história, o personagem principal, que causa simpatia por ser tratado como alguém humilde, é, como muitas acontece nesse tipo de trama, alguém que não está convencido/preparado para enfrentar a situação toda, crescendo, na medida da história, moral e fisicamente, ao entorno da maga interpretada por Astrid Berges-Frisbey, que passa bem a mensagem de uma mulher gélida e austera. Em relação ao elenco, é possível notar a presença de várias figuras conhecidas pelo público da famosa série Game of Thrones – outra forma de cativar a plateia, o que não é, necessariamente, algo errado, pois se vê com abundância no meio.

     Em geral, o novo filme do Rei Arthur pode agradar um público específico mas pode deixar outra parcela bastante impaciente devido ao claro padrão que a história segue e à maneira como os personagens são desenvolvidos, sendo que o melhor se limita à parte visual, com bonitas criaturas fantástica (salvo para algumas das melhores cenas onde mulheres híbridas e elefantes colossais são apresentados) e lutas bem elaboradas.

 

NOTA: 5,0

Nome Original:King Arthur: Legend of the Sword
Lançamento:18 de Maio de 2017
Direção: Guy Ritche
Roteiro:Guy Ritche / Joby Harold / Lionel Wigram
Gênero: Aventura / Fantasia / Ação
Distribuidora: WARNER BROS.

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0 Comments

  1. Almir Cota

    18 de Maio de 2017 at 13:52

    Gostei da critica.
    Vou assistir.

  2. Rosangela Cota

    18 de Maio de 2017 at 14:46

    Lívia Corcino
    Parabens pela execellente critica e contribuição que vc apresenta ao cinema ,na qual com a sua juventude e talento com certeza faz do cinema um diferencial o qual nos proporciona inovação e desperta ainda mais o interesse por parte de todos em conhecer mais sobre o seu fantástico trabalho

  3. Stephs

    22 de Maio de 2017 at 10:44

    Critica maravilhosamente elaborada, amei ! Assisti o filme e confesso que não tinha parado pra pensar em muitos pontos analisados, que, depois de ler a crítica, passaram a fazer muito sentido !

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Quadrinhos

Edimagic e Supertoons lançam bonecos da série “O Diário de Mika”

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Edimagic que já está há mais de 8 anos no mercado de brinquedos colecionáveis acaba de lançar a coleção de bonecos da série infantil que é o maior sucesso no momento “O Diário de Mika”.

A coleção é completa e composta por todos os personagens da série como Mika, Lilá, Puquê, Javô, Abelhuda, Blá blá e Bru. As crianças vão amar fazer a coleção.

“O Diário de Mika” é uma série de animação brasileira, produzida pela Supertoons, que conta a história de Mika, uma menina de 4 anos muito curiosa, que está aprendendo a lidar com todas as novidades que o mundo tem para oferecer. A cada acontecimento que surge em sua vida, Mika corre até seu quarto e, por meio de desenhos feitos em seu tablet, conta o que está lhe acontecendo para seus amigos brinquedos, que ganham vida em sua presença, assumindo traços de sua personalidade.

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Coleção O Diário de Mika lançado pela Edimagic

O canal da série no YouTube reúne episódios da primeira temporada, além de clipes e karaokês das músicas dos episódios, somando mais de 85 milhões de visualizações e cerca de 250 mil inscritos.

Atualmente a série é exibida em toda a América Latina pela Disney Junior e recentemente estreou na programação da Rede Brasil de Televisão.

Saiba mais sobre o catálogo e lançamento de produtos da empresa acessando o site www.edimagic.com.br.

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Cinema

Liga da Justiça – A nova aposta da DC

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Depois do sucesso de Mulher Maravilha, a DC continua sua tentativa de consolidar seu universo cinematográfico, dessa vez com Liga da Justiça. O filme, que reúne os heróis da DC, pode até ter demorado um pouco demais para acontecer, mas já vinha sendo aguardado por muitos fãs da editora de quadrinhos norte-americana. E apesar da desconfiança que sempre ronda esse universo da DC, Liga da Justiça consegue entregar um filme mais leve e honesto em seu propósito.

O filme é uma continuação quase direta de Batman Vs. Superman. Logo de início se estabelece o quanto a perda do Superman (Henry Cavill) afetou a sociedade. E a partir do surgimento do que parece ser uma nova ameaça, Batman (Ben Affleck) passa a recrutar pessoas com habilidades especiais para se juntar a ele numa possível batalha. Além da Mulher Maravilha (Gal Gadot), introduzida em Batman Vs. Superman e que recentemente ganhou seu filme solo, o grupo reúne também os personagens Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Cyborg (Ray Fisher).

Liga da Justiça

Como essa busca de Bruce pelos outros personagens já havia sido estabelecida no filme anterior (BvS), o filme não perde muito tempo introduzindo esse propósito. Porém acaba perdendo tempo apresentando um pouco esses novos personagens. Não que isso seja ruim, mas como a duração do filme teve que ser reduzida em no máximo 2 horas a pedido da Warner, acabou faltando tempo para realmente desenvolver a ameaça principal. O Lobo da Estepe acaba soando tão caricato e fraco, que não tem como realmente acreditar na tal ameaça que ele representa. Além disso, os efeitos de CGI também não contribuem.

Quanto à introdução dos novos heróis e formação da Liga da Justiça, pode-se dizer que todos conseguem gerar bastante empatia no público, mesmo sem ter muito apresentado de sua história. O grupo todo funciona muito bem junto. A única ressalva, seria em relação à forma como o humor é construído em torno do Flash, que A MEU VER, acaba passando um pouquinho do ponto. O personagem tem momentos muito bons no filme, mas a insistência em determinada piada acaba ficando bem chata e prejudica o personagem.

Fora essa questão, Liga da Justiça é um bom filme para a introdução do grupo. Não tem lá a melhor estrutura, plots muito audaciosos ou grandiosos e nem efeitos muito bons. É um filme simples e como já dito, honesto em seu propósito. Consegue proporcionar bons momentos para o público, e não tenta ser maior do que é. Isso mostra que a DC/Warner aprendeu com seus erros.

Em relação às cenas pós crédito, spoilers já estão aí circulando pela internet. São duas cenas, uma logo depois que o filme acaba e outra realmente no fim dos créditos. Essa última, vale esperar, porque faz valer todas as imperfeições do filme. E a outra, pra quem acompanha as séries da DC/CW como eu, acaba sendo um pouco sem graça, por que é bem parecida com uma cena que já rolou por lá.

Título Original: Justice League
Lançamento: 15 de novembro de 2017
Direção: Zack Snyder
Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon
Gênero: Ação, Ficção Científica, Fantasia
Distribuição: Warner Bros.

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Cinema

Gabriel e a montanha – crítica

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O filme “Gabriel e a montanha” conta a história de um jovem, estudante de economia, que decide deixar o conforto de sua terra natal e parte para uma viagem, de um caráter um tanto quanto singular, ao continente africano, antes de ingressar em uma nova jornada acadêmica nos Estados Unidos.

A premissa da produção nos faz pensar que aqui nos depararemos com uma história voltada para o engrandecimento e formação de uma figura de herói em torno da personagem. Entretanto, Gabriel é mostrado como não apenas um aventureiro, mas como um homem simples e simpático, também como uma pessoa com defeitos, equívocos e decisões que podem ser – literalmente – fatais.

O longa é dividido em capítulos, que correspondem aos países que ele visitou durante essa jornada (são selecionados 4 dos 7 países que Gabriel originalmente foi). No princípio, somos apresentados às virtudes do rapaz: um sentimento de humanidade, que o faz querer uma viagem não convencional (voltada para uma experiência que tenta retratar a vida de um local e não de um turista) e uma grande capacidade de comunição.

Após a chegada de sua namorada, e aí começamos a conhece-lo um pouco mais densamente. As discussões entre os dois revelam o quão teimoso e caprichoso (palavras do diretor) ele pode ser. Assim, o ponto mais forte do filme, ao ver, é justamente esse: a profundidade da construção desse personagem que, inicialmente parece ser o homem ideal, mas depois é humanizado através de suas falhas.

Além do foco principal no protagonista, a produção nos permite experimentar um pouco do que seria o cotidiano de povos africanos, coisa que raramente vemos em tela. Por ser uma co-produção francesa, é possível notar como a equipe arrecadou meios suficientes para embarcar conosco, o público, numa curiosa exploração terrestre que nos permite conhecer dos costumes mais banais à descrição de rituais sagrados das tribos locais.

Em meio a esse cenário de riquíssima cultura e contemplação desse modo de vida tão diferente do nosso, “Gabriel e a montanha” nos permite abstrair sobre o nosso modo de vida de uma forma geral: como os africanos retratados vivem com tanta alegria, cantando canções e louvando a vida, com tão pouco.

Tecnicamente, o filme possuí uma parte visual muito bonita (o que não poderia deixar de ser, por conta das paisagens belíssimas presentes nas locações). A fotografia é interessante, principalmente em alguns planos abertos: a maioria em ambientes praianos, onde a composição de cores frias, combinando o céu e o mar, transmitem essa sensação de paz e tranquilidade que foram, provavelmente, um dos objetivos de Gabriel ao embarcar nessa viagem.

O roteiro é consistente. Talvez o filme tenha ficado um pouco arrastado em alguns momentos, quando quis retratar de perto a viagem do protagonista, e diversas cenas se equivalem em sentido; o que não é necessariamente um pouco negativo, apenas foge do padrão narrativo ao qual estamos acostumados. A trilha sonora ajuda nos momentos certos, e cria atmosferas propícias para as cenas retratas. O longa vale muito a pena.

Direção: Fellipe Gamarano Barbosa

Nacionalidade: Brasileiro/Fracês

Roteiro: Fellipe Gamaro Barbosa, Kirill Mikhanosky, Lucas Paraizo

Gênero: Drama

Idioma: Língua portuguesa

 

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