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Televisão

Orphan Black (5ª Temporada) – A Despedida das “Sestras”

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Quando Orphan Black estreou, em 2013, ninguém esperava que a série fosse ter tanta repercussão quanto teve. As séries que envolvem ficção científica têm seu público fiel, mas, normalmente, não ganham tanta atenção do público geral ou da crítica. E se tratando de uma série da BBC America, que não é um canal muito grande nos EUA, as chances de ter o sucesso que teve eram ínfimas. Porém, não se contava o fator Tatiana Maslany. A atriz, antes desconhecida do público, brilhou ao dar vida às clones Sarah, Cosima, Alison e Helena na primeira temporada e isso lhe rendeu vários prêmios e indicações. Assim a série acabou chamando atenção e conquistando seu público fervoroso denominado Clone Club. Durante cinco anos acompanhamos a saga de Sarah e suas “sestras”, mas é chegada a hora de nos despedirmos dessa série que deixou seu marco na televisão norte-americana.

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A 5ª temporada começa exatamente do ponto onde a anterior terminou, mas há uma grande quebra de ritmo. Os dois primeiros episódios servem como uma introdução a ilha e a figura de P.T. Westmorland (Stephen McHattie). A princípio, tudo parece meio cansativo. A história só começa a engrenar a partir de seu quarto e quinto episódio, que é onde conseguimos a maioria das informações relacionadas ao plot do DYAD, do neolution. E a resolução desse assunto, é feita de maneira muito rápida e simples nos episódios sete e oito, dois episódios antes do final da temporada.

Isso se dá, porque, mesmo tendo o enredo todo trabalhado no campo da ciência, o foco maior dessa temporada foi o desenvolvimento das personagens. Pode se observar que os produtores optaram por centralizar a história em um personagem a cada episódio, dando a cada clone sua chance de brilhar. Assim, aliviando Maslany do peso de interpretar muitos personagens envolvidos numa mesma trama e dando a atriz mais espaço para atuações individuais.

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Dessa forma, pode-se dizer que a temporada final de Orphan Black foi mediana em relação ao enredo principal da série, a parte científica. Porém, para os que não ligam para a ciência e são apegados aos personagens, a temporada teve muito a se aproveitar. Foram vários flashbacks, que, além de aprofundar um pouco mais os personagens em questão, trouxeram de volta personagens que já haviam se despedido da série como Aynsley (Natalie Lisinska), Leekie (Matt Frewer) e Tomas (Daniel Kash). Além disso, durante a temporada, também houve o retorno de Mark (Ari Millen) e Grace (Zoé de Grand Maison), que andavam sumidos há um tempo.

Em seu episódio final, a série seguiu um pouco o estilo final de novela, optando por resolver todos os principais conflitos nos primeiros 20 minutos e dispondo de todo o resto do tempo para finalizar a história de seus personagens. Esse episódio foi uma pequena homenagem aos fãs e a tudo que a série percorreu até aqui. Eles levaram a expressão “sonho que se torna realidade” a sério e finalizaram da melhor maneira possível. Teve a tradicional cena das quatro clones principais reunidas; a revelação da quantidade de clones espalhados pelo mundo (274, 14 deles no Brasil); o nascimento dos bebês da Helena e de talvez um possível casal [Art (Kevin Hanchard) + Helena = Artena? Arlena?]; e referência a uma das maiores questões dos espectadores da série: “Por que o nome Orphan Black?”.

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Orphan Black se despediu, deixando para trás um grande legado. Pode não ter sido uma série perfeita, mas soube trabalhar seus pontos mais fortes e proporcionar ao público essa incrível jornada de cinco anos. Com certeza vai deixar uma enorme saudade.

Você pode assistir a Review em nosso canal no Youtube. Clique Aqui!

 

Televisão

Por que “Crisis on Earth-X” é o melhor crossover do Arrowverse?

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Crisis on Earth-X

Não é de hoje a emissora americana The CW se propõe a juntar suas séries de herói em um grande evento de crossover. Aliás, essa não é uma questão específica da emissora e sim do universo de heróis criado por Greg Berlanti, já que foi produzido um crossover entre The Flash e Supergirl, enquanto esta última ainda era exibida pela CBS.

Esse ano o evento foi intitulado Crisis on Earth-X e os heróis de Arrow, The Flash, Supergirl e DC’s Legends of Tomorrow, tiveram que enfrentar a ameaça de nazistas da Terra-X atacando a Terra-1.  Essa premissa já de cara é interessante, pelo fato de que, abordar o multiverso, permite a introdução de outras versões de personagens que já conhecemos. Desse modo, apesar de alguns personagens não estarem precisamente no crossover, os atores ainda puderam fazer suas aparições. Além disso, também abre a possibilidade de relembrar personagens que já partiram e ainda de conhecer personagens novos.

Crisis on Earth-X

Outro acerto desse crossover foi o fato de ser dividido em duas noites ao invés de três como no ano passado. Isso, somado ao fato da história ter uma continuidade, foi fundamental para manter o ritmo e a fluidez do evento, que contou com mais cenas de luta do que temos visto em todas essas séries atualmente.

Apesar de ter pelo menos uma cena do tipo por episódio, Crisis on Earth-X também consegue abordar e dar continuidade a temas recorrentes das séries de origem. Não se tornando um evento avulso e totalmente dispensável para quem não acompanha todas as séries. Na verdade é bem o oposto, tem tanto desenvolvimento de personagem que vale a pena ser assistido. E quem não acompanha todas as séries, pode ficar tranquilo, porque fica tudo bem compreensível através dos diálogos. Óbvio que, neste caso, algumas coisas vão ter menos importância, mas pelo menos o espectador não ficará perdido como no episódio de Arrow do crossover no ano passado.

Isso permite que o espectador aproveite melhor o enredo, que é cheio de momentos divertidos, tensos, surpreendentes e, até mesmo, emotivos. O roteiro constrói isso muito bem, principalmente no primeiro e no segundo episódios. Não que seja um roteiro perfeito. Ele tem seus furos e momentos  que são muito convenientes. Porém, não é algo que fuja ao que já se vê nessas séries.

É por isso que Crisis on Earth-X é o melhor crossover do Arrowverse. Porque consegue manter a essência das quatro séries e de seus personagens. Permite que eles interajam com total potencial, criando uma dinâmica muito boa entre o grupo. Certamente vai ser difícil superar o que foi feito aqui no próximo ano.

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Televisão

Morena Larissa Manoela fotografa para sua coleção de bolsas em Paris

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A convite da grife Birô e da plataforma digital Post2B, a estrela teen Larissa Manoela embarcou para Paris a capital da França.A musa foi fazer fotos para a nova campanha da sua linha de bolsas e acessórios para a grife Birô.

Larissa Manoela que agora está morena por conta de sua personagem para a próxima novela do SBT, “As Aventuras de Poliana”, foi clicada em vários pontos da cidade como a Torre Eiffel pelo renomado fotógrafo Leandro Dias. Já o cabelo e a make ficaram por conta do talentoso Ramon Amorim.

A coleção “Larissa Manoela by Birô” é composta de cintos, bolsas, mochilas, almofadas, bottons, copos e podem ser encontradas nas melhores lojas ou no site www.larissamanoelaloja.com.br.

Confira alguns cliques da nova coleção:

 

 

 

 

 

 


Fonte: Thiaggo Camilo – Assessoria, Marketing & Eventos

 

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Televisão

Big Mouth – Resenha crítica

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A recente série animada da Netflix, big mouth, trata do cotidiano de quatro amigos: Nick, Jessi, Andrew e Missy, que tem suas vidas totalmente afetadas pelo advento da puberdade e todo o – digamos – estresse que ela traz.

Recheada de referências, irônias e uma diversidade incrível, a animação cativa do início ao fim. A representatividade aqui não deixa a desejar: vários assuntos que geralmente não são tratados, como a dúvida quanto à sexualidade (geralmente aborda-se o tema de uma maneira esteriotipada: onde héteros e homossexuais são retratados como figuras seguras e nunca vacilantes de suas orientações), a variedade religiosa (aqui há um episódio inteiro voltado para um ritual judeu), entre outros assuntos.

Além de tais diferenciais, a série quebra com padrões quando coloca uma de suas personagens principais uma menina negra. Como já é sabido, porém sempre indispensável de reforçar, o negro sofre com a falta de espaço nas telas,  e quando aparece é,  majoritariamente, de maneira estereotipada e isolada na trama. Aqui, Missy, uma das protagonistas, é uma garota fora do padrão Hollywoodiano. Porém,  que é tratada com a importância dramática merecida,  e não como personagens negras costumam a ser representadas, ou seja: superficial e marginalmente. A garota não possui os cabelos lisos, não é super magra, usa aparelho dentário e tem inseguranças como qualquer pessoa normal teria: muitos pontos para big mouth.

O feminismo também aparece em alguns momentos. Talvez não tanto com a representação do movimento em si, mas como um combate ao machismo, especialmente em episódios como “todo mundo sangra” e “empurrar a cabeça”.

Além de todos esses aspectos já citados, a animação é divertida, leve e engraçada, com personagens heterogêneos e que vivem alturas diferentes da puberdade, assim, experimentando diversos níveis da complicada e cômica fase que é o começo da adolescência.

O conteúdo é explícito, fala-se muito de sexo, de masturbação e de apetite sexual. Mas nada de maneira muito extravagante ou que fuja muito da realidade, afinal, a série retrata justamente a descoberta de um universo, formado pelas suas múltiplas facetas. 

 

Ficha técnica

Título Original:    Big Mouth (Season 1)
Ano produção: 2017
Dirigido: Bryan Francis, Joel Moser Mark, Levine, Mike L. Mayfield
Estreia: 29 de Setembro de 2017 (Brasil)
Duração: 262 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Animação/Comédia
País de Origem: Estados Unidos da América

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