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Cinema

La La Land – Uma obra-prima do cinema

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O cinema nos proporciona coisas incríveis. Somos constantemente envolvidos em emoções, sensações e desejos que nem sabíamos que tínhamos, e por muitas das vezes levamos “pedaços” dos filmes conosco, uma cena marcante, uma frase, até mesmo algo que visualmente te marca. Em La La Land – Cantando Estações nós temos a sensação de que não gostaríamos que o filme acabasse, pois ele consegue sutilmente envolver-nos de uma maneira, que de repente estamos completamente submergidos a trama e indiscutivelmente fascinado com os rumos que La La Land toma. Tudo isso torna a experiência de assistir ao filme inesquecível.

land5La La Land – Cantando Estações conta a história do jovem pianista Sebastian (Ryan Gosling), que casualmente conhece a também jovem atriz Mia (Emma Stone) e então os dois se apaixonam perdidamente. Ambos muito sonhadores vão em busca de seus objetivos, mas ao mesmo tempo em que seu relacionamento vai se aprofundando, os dois tem carreiras muito competitivas, e então se veem no dilema de buscar o sucesso e a fama sem deixar que isso atrapalhe a relação.

 

Olhando prematuramente a sinopse, ela tem a leve tendência de ser taxada como clichê ou simplista demais, entretanto há nessa obra uma inúmera conjunção de fatores que tornam La La Land um dos favoritos ao Oscar 2017, não atoa o filme levou SETE estatuetas no último Globo de Ouro, tornando-se recordista da premiação

O filme inicia apresentando seu contexto logo de cara, e é onde conhecemos Sebastian e Mia. Somos primeiro apresentados ao ponto de vista dela, Mia, a atriz que batalha a muito tempo, fazendo teste atrás de teste, e ganhando apenas frustração como recompensa. Logo após é a vez de Sebastian, um pianista exemplar e apaixonado por Jazz, que sonha em salvar a sua música tão amada.

Neste início o filme já tem o seu tom estabelecido, vários elementos já foram apresentados e irão ser desenvolvidos. Já nos aspectos técnicos e artísticos o filme é majestoso, do início ao fim. Existem duas cenas que me chamaram bastante a atenção, uma envolvendo o Ryan Gosling e outra a Emma Stone. A primeira é quando vemos o personagem Sebastian tocar piano pela primeira vez, ela tem uma edição com cortes curtíssimos de ações/imagens extremamente rápida o que nos agonia e passa o que o personagem sente na hora. Me lembrou bastante o filme Réquiem para um sonho (2000). A outra, que envolve a Mia, é de pura arte. A cena usa cores marcantes para destacar a diferença entre Mia e suas amigas, onde as quatro estão andando na rua e elas tem roupas com cores diferentes e únicas, o que ajudam na história e fica visualmente muito bonito.
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Aliás, La La Land tem em seu design de arte um ponto altíssimo. Cenários, como quartos e salas são perfeitamente construídos e também contam uma parte da história. O figurino também é outro elemento dá um tom clássico, elegante e nostálgico ao filme, já que ele conta com pequenas referências a outros musicais clássicos de Hollywood.

A direção do Damien Chazelle é ótima, ele que já dirigiu Whiplash (2015), tem aqui tomadas de decisões incríveis, que permitem La La Land ser um espetáculo visual incrível. As músicas e danças são utilizadas em momentos contundentes e nada mais são do que metáforas que reproduzem o momento que o casal está passando e permite ao público entender o sentimento dos nossos protagonistas. Falando sobre as músicas, o diretor usa planos abertos e em sequência para que visualmente fique perceptível toda plasticidade, beleza e verdade nos movimentos dança.

As atuações do Ryan Gosling e da Emma Stone estão fantásticas, o carisma inigualável dos dois é perfeito para o filme e determina o funcionamento geral das coisas. Eles entendem otimamente o âmago dos seus personagens. Ele transparece todo amor do Sebastian para com o Jazz, ela por sua vez, desenvolve trejeitos dramáticos muito bem feitos. O J.K. Simmons e John Legend tem participações pequenas demais para serem muito avaliados aqui.

 

Se você tem uma amiga ou amigo, pai, irmã ou namorado que gosta de filmes, mas tem aquele velho preconceito com musicais. Leve-o(a) para assistir La La Land – Cantando Estações, o filme é sutil, tem elementos que o tornam lindo, em atmosfera e visualmente, é delicadamente engraçado e divertido, e por fim, tem um final … DAQUELES … não falo mais nada para não dar spoiler.

La La Land é doce, refinado sem ser esnobe e verdadeiro com seu público, uma favoritíssimo em todas as premiações do ano, vale muito a pena correr pro cinema mais próximo de você.

 

NOTA: 10

 

Lançamento: 19 de Janeiro de 2017 (Brasil) / 9 de Novembro 2016 (EUA)
Gênero: Comédia Musical / Romance
Diretor: Damien Chazelle
Roteiro: Damien Chazelle

Distribuidora: Paris Filmes

Quadrinhos

Edimagic e Supertoons lançam bonecos da série “O Diário de Mika”

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Edimagic que já está há mais de 8 anos no mercado de brinquedos colecionáveis acaba de lançar a coleção de bonecos da série infantil que é o maior sucesso no momento “O Diário de Mika”.

A coleção é completa e composta por todos os personagens da série como Mika, Lilá, Puquê, Javô, Abelhuda, Blá blá e Bru. As crianças vão amar fazer a coleção.

“O Diário de Mika” é uma série de animação brasileira, produzida pela Supertoons, que conta a história de Mika, uma menina de 4 anos muito curiosa, que está aprendendo a lidar com todas as novidades que o mundo tem para oferecer. A cada acontecimento que surge em sua vida, Mika corre até seu quarto e, por meio de desenhos feitos em seu tablet, conta o que está lhe acontecendo para seus amigos brinquedos, que ganham vida em sua presença, assumindo traços de sua personalidade.

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Coleção O Diário de Mika lançado pela Edimagic

O canal da série no YouTube reúne episódios da primeira temporada, além de clipes e karaokês das músicas dos episódios, somando mais de 85 milhões de visualizações e cerca de 250 mil inscritos.

Atualmente a série é exibida em toda a América Latina pela Disney Junior e recentemente estreou na programação da Rede Brasil de Televisão.

Saiba mais sobre o catálogo e lançamento de produtos da empresa acessando o site www.edimagic.com.br.

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Cinema

Liga da Justiça – A nova aposta da DC

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Depois do sucesso de Mulher Maravilha, a DC continua sua tentativa de consolidar seu universo cinematográfico, dessa vez com Liga da Justiça. O filme, que reúne os heróis da DC, pode até ter demorado um pouco demais para acontecer, mas já vinha sendo aguardado por muitos fãs da editora de quadrinhos norte-americana. E apesar da desconfiança que sempre ronda esse universo da DC, Liga da Justiça consegue entregar um filme mais leve e honesto em seu propósito.

O filme é uma continuação quase direta de Batman Vs. Superman. Logo de início se estabelece o quanto a perda do Superman (Henry Cavill) afetou a sociedade. E a partir do surgimento do que parece ser uma nova ameaça, Batman (Ben Affleck) passa a recrutar pessoas com habilidades especiais para se juntar a ele numa possível batalha. Além da Mulher Maravilha (Gal Gadot), introduzida em Batman Vs. Superman e que recentemente ganhou seu filme solo, o grupo reúne também os personagens Aquaman (Jason Momoa), Flash (Ezra Miller) e Cyborg (Ray Fisher).

Liga da Justiça

Como essa busca de Bruce pelos outros personagens já havia sido estabelecida no filme anterior (BvS), o filme não perde muito tempo introduzindo esse propósito. Porém acaba perdendo tempo apresentando um pouco esses novos personagens. Não que isso seja ruim, mas como a duração do filme teve que ser reduzida em no máximo 2 horas a pedido da Warner, acabou faltando tempo para realmente desenvolver a ameaça principal. O Lobo da Estepe acaba soando tão caricato e fraco, que não tem como realmente acreditar na tal ameaça que ele representa. Além disso, os efeitos de CGI também não contribuem.

Quanto à introdução dos novos heróis e formação da Liga da Justiça, pode-se dizer que todos conseguem gerar bastante empatia no público, mesmo sem ter muito apresentado de sua história. O grupo todo funciona muito bem junto. A única ressalva, seria em relação à forma como o humor é construído em torno do Flash, que A MEU VER, acaba passando um pouquinho do ponto. O personagem tem momentos muito bons no filme, mas a insistência em determinada piada acaba ficando bem chata e prejudica o personagem.

Fora essa questão, Liga da Justiça é um bom filme para a introdução do grupo. Não tem lá a melhor estrutura, plots muito audaciosos ou grandiosos e nem efeitos muito bons. É um filme simples e como já dito, honesto em seu propósito. Consegue proporcionar bons momentos para o público, e não tenta ser maior do que é. Isso mostra que a DC/Warner aprendeu com seus erros.

Em relação às cenas pós crédito, spoilers já estão aí circulando pela internet. São duas cenas, uma logo depois que o filme acaba e outra realmente no fim dos créditos. Essa última, vale esperar, porque faz valer todas as imperfeições do filme. E a outra, pra quem acompanha as séries da DC/CW como eu, acaba sendo um pouco sem graça, por que é bem parecida com uma cena que já rolou por lá.

Título Original: Justice League
Lançamento: 15 de novembro de 2017
Direção: Zack Snyder
Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon
Gênero: Ação, Ficção Científica, Fantasia
Distribuição: Warner Bros.

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Cinema

Gabriel e a montanha – crítica

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O filme “Gabriel e a montanha” conta a história de um jovem, estudante de economia, que decide deixar o conforto de sua terra natal e parte para uma viagem, de um caráter um tanto quanto singular, ao continente africano, antes de ingressar em uma nova jornada acadêmica nos Estados Unidos.

A premissa da produção nos faz pensar que aqui nos depararemos com uma história voltada para o engrandecimento e formação de uma figura de herói em torno da personagem. Entretanto, Gabriel é mostrado como não apenas um aventureiro, mas como um homem simples e simpático, também como uma pessoa com defeitos, equívocos e decisões que podem ser – literalmente – fatais.

O longa é dividido em capítulos, que correspondem aos países que ele visitou durante essa jornada (são selecionados 4 dos 7 países que Gabriel originalmente foi). No princípio, somos apresentados às virtudes do rapaz: um sentimento de humanidade, que o faz querer uma viagem não convencional (voltada para uma experiência que tenta retratar a vida de um local e não de um turista) e uma grande capacidade de comunição.

Após a chegada de sua namorada, e aí começamos a conhece-lo um pouco mais densamente. As discussões entre os dois revelam o quão teimoso e caprichoso (palavras do diretor) ele pode ser. Assim, o ponto mais forte do filme, ao ver, é justamente esse: a profundidade da construção desse personagem que, inicialmente parece ser o homem ideal, mas depois é humanizado através de suas falhas.

Além do foco principal no protagonista, a produção nos permite experimentar um pouco do que seria o cotidiano de povos africanos, coisa que raramente vemos em tela. Por ser uma co-produção francesa, é possível notar como a equipe arrecadou meios suficientes para embarcar conosco, o público, numa curiosa exploração terrestre que nos permite conhecer dos costumes mais banais à descrição de rituais sagrados das tribos locais.

Em meio a esse cenário de riquíssima cultura e contemplação desse modo de vida tão diferente do nosso, “Gabriel e a montanha” nos permite abstrair sobre o nosso modo de vida de uma forma geral: como os africanos retratados vivem com tanta alegria, cantando canções e louvando a vida, com tão pouco.

Tecnicamente, o filme possuí uma parte visual muito bonita (o que não poderia deixar de ser, por conta das paisagens belíssimas presentes nas locações). A fotografia é interessante, principalmente em alguns planos abertos: a maioria em ambientes praianos, onde a composição de cores frias, combinando o céu e o mar, transmitem essa sensação de paz e tranquilidade que foram, provavelmente, um dos objetivos de Gabriel ao embarcar nessa viagem.

O roteiro é consistente. Talvez o filme tenha ficado um pouco arrastado em alguns momentos, quando quis retratar de perto a viagem do protagonista, e diversas cenas se equivalem em sentido; o que não é necessariamente um pouco negativo, apenas foge do padrão narrativo ao qual estamos acostumados. A trilha sonora ajuda nos momentos certos, e cria atmosferas propícias para as cenas retratas. O longa vale muito a pena.

Direção: Fellipe Gamarano Barbosa

Nacionalidade: Brasileiro/Fracês

Roteiro: Fellipe Gamaro Barbosa, Kirill Mikhanosky, Lucas Paraizo

Gênero: Drama

Idioma: Língua portuguesa

 

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