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Cinema

A Chegada – Realmente um favorito ao Oscar ?

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Admito que esse filme me causou reações diferentes das que eu tenho quando vejo um filme do gênero. Costumeiramente eu adoro filmes de ficção científica, vide Ex-Machina (2015) e Interestelar (2014), mas nesse até o momento que vos escrevo, ainda não decide o que achar de fato.

O filme se inicia com a chegada de 12 OVNI’s na Terra, chamados de conchas por nós terráqueos. A Dra. Louise Banks (Amy Adams), umas das maiores linguistas do mundo, é convocada pelo exército dos Estados Unidos para obter alguma comunicação com os alienígenas. A partir daí com a ajuda do físico Ian Donnelly (Jeremy Renner), a Dra. faz descobertas que podem mudar a sua vida e a da humanidade .
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A sinopse simplista e principalmente o trailer desse filme, podem enganar os mais desavisados. Quem espera ação, conflitos, tiros, bombas, muito provavelmente irá sair decepcionado do cinema. O diretor Denis Villeneuve mais uma vez usa de muita simbologia no filme, ele já havia feito isso em “Sicario: Terra de Ninguém”, portanto haverá entre os espectadores uma distinção enquanto a isso. Alguns vão gostar e vão achar o diretor canadense gênio, e, outros vão se sentir ludibriados ou então enrolados, e vão sair do filme achando-o muito monótono. Não cabe a mim dizer quem entendeu ou não o filme, vai muito além disso, cabe mais a mim dizer que esse tipo de filme pode satisfazer ou não satisfazer o gosto pessoal de alguém. O ritmo é lento, tem um estilo investigativo no início, sua mente fica obcecada em tentar descobrir o que está acontecendo. Pequenas pistas são expostas para você, mas nada que te mostre demais, elas não são conclusivas e algumas nem dão pra perceber que são pistas. A verdade é que elas não parecem ser o foco.

A Chegada trata de questões altamente filosóficas, onde o roteiro não reserva muito tempo para explica-las, os conceitos e as mensagens apresentadas devem ser assimiladas para que a experiência do filme seja aproveitada de fato. São mensagens que falam de amor, luto, paz e principalmente de como temos que aceitar a nossa vida, seja lá o que ela proporciona para a gente. Como é uma ficção CIENTÍFICA, claramente existe sim esse lado. A parte científica é baseada em questões linguísticas e de comunicação, muito bem apresentadas e desenvolvidas, não existe a menor necessidade em o público entender de fato a comunicação entre Dra. Banks e os alienígenas, o filme se basta em mostrar que a própria Dra. sabe o que está acontecendo, e esse progresso cognitivo tanto da personagem como do público é muito bem feito e programado, não nos resta duvidas de como ocorreu tal processo e ele não é artificial em momento algum.

A direção do Denis Villeneuve conversa diretamente com os conceitos apresentados. Por exemplo, somos expostos um conceito cíclico de vida, de que tudo na vida é cíclico e é isso que os aliens nos trazem em forma de presente, além desse aprendizado os extraterrestres nos dão outro presente que não irei comentar para não dar spoiler. Mas enfim, o diretor se apega a essa questão de ciclos e usa isso no movimento de câmera, são várias tomadas em que a câmera faz um movimento circular, sempre em momentos chave do filme, retomando a um dos conceitos centrais.

O momento mais negativo do filme é quando ele se entrega a alguns clichês do gênero. A forma de como os países reagem aos “estrangeiros”, tendo a China como o país mais ofensivo e os Estados Unidos como o país mais compassivo são plot’s já bastante utilizados em Hollywood, além também nas questões de revoltas populares, boletins de notícia, tudo muito gratuito nesse contexto, eles são simplesmente deixados de lado quando a filme entra a fundo em sua filosofia.

As atuações de Jeremy Renner e Forest Whitaker são boas, mas o roteiro e a própria qualidade da atuação da Amy Adams chamam todas as atenções para ela. A intérprete da Dra. Banks é ótima, percebemos todo o conflito interno presente na trama, e ao mesmo tempo quando o filme se torna mais claro, a atuação da Amy Adams também nos passa isso, ela se torna mais altiva, astuta e confiante.
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A Chegada é o típico filme que irá dividir muito as opiniões, tanto de crítica, como de público. É também o filme que não te larga após o término da sessão, ele fica com você, já que não conseguimos ter uma compreensão tão rápida dele, é necessária uma reflexão posterior. É sim um deleite técnico e artístico, porém pode não agradar públicos desacostumados aos filmes dirigidos por Denis Villeneuve, uma cinematografia belíssima, usando muito bem o contraste entre o claro e o escuro e uma trilha sonora crescente em momentos tensos dão um toque de Kubrick a esta obra.

Portanto a conclusão que chego é que esse filme já é um dos favoritos ao Oscar, pelos seus aspectos técnicos. Talvez o público em geral não se empolgue com a trama aqui apresentada, porém há muito potencial a ser explorado. Uma atuação primorosa e uma direção muito refinada dão para A Chegada a cara de um filme premiado pela Academia.

Nota: 8,0

Lançamento: 24 de novembro de 2016
Gênero: Drama/Ficção científica
Diretor: Denis Villeneuve
Roteiro: Eric Heisserer
Distribuidora: Paramount Pictures

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Cinema

DJ Amorim vive filho do comediante Paulo Mathias Jr em sua estreia no cinema

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O elenco de “Os Espetaculares” também conta com Rafael Portugal, Luísa Perissé e Victor Meyniel

O carioca DJ Amorim, de 13 anos faz sua estreia no cinema no filme “Os Espetaculares”, uma comédia com Rafael Portugal e Paulo Mathias Jr. O filme acompanha um grupo de comediantes que precisa ganhar um concurso e tenta se afirmar no mercado dos espetáculos, revelando os bastidores do stand-up. Na trama, Ed Lima (Paulo Mathias Jr.) é um egocêntrico comediante de stand up que tem uma amorosa relação com o filho de 12 anos (o estreante DJ Amorim). Em cena, tem ainda uma jovem nerd que conta “piadas intelectuais” (Luísa Perissé), e o divertido, mas lunático, atendente de uma padaria (Victor Meyniel). “Os Espetaculares” chegou ao streaming (Apple TV, Now, Google Play, Youtube, Vivo Play e Sky Play). DJ Amorim, nome artístico escolhido pelo menino Deivis Júnior estará na próxima novela das 6 da Rede Globo, “Nos Tempos do Imperador”, adiada por conta da pandemia da Covid-19. O menino, que também é dublador e dançarino, já soma diversos trabalhos na TV e no teatro. Em “Jesus” novela da TV Record viveu Simão Zelote e participou da produção “O Rico e Lárazo”, também da emissora. Além das séries “Renascidos”, “Impuros” e “Bom Dia, Verônica”, que tem previsão de estreia na Netflix em outubro. Um garoto tranquilo e dedicado ao que faz, DJ Amorim se diz muito apaixonado pela atuação e pela dança, onde se especializa em hip hop, ballet clássico e sapateado.
Assessoria: 12ML comunicação

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Cinema

Camila Curty protagoniza série internacional “La Llamada”

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Dentro de todos os projetos de quarentena estrelados, a atriz Camila Curty foi convidada para participar de uma série internacional com atores do mundo todo. “La Llamada”, do diretor mexicano Octavio Maya Rocha, narra a história de personagens ao redor do mundo, diretamente relacionados à pandemia do COVID-19. Todos os episódios foram gravados por chamada de vídeo e tratam de cenários e assuntos muito importantes.

Com atores do Japão, Rússia, Nova York, Bolívia, entre outros, Camila é quem representa o Brasil na série. Sua personagem Sophia Queiroz, é uma antropóloga brasileira que tenta fazer contato com o companheiro de trabalho para dar a notícia de que o outro companheiro de ambos havia morrido e que as comunidades indígenas do Amazonas estão infectadas.

O convite para interpretar Sophia surgiu e Camila aceitou prontamente. “Octavio Maya estava dando início ao projeto com atores de todo mundo e Claudia Eid, diretora boliviana e grande amiga, me indicou quando ele começou a procurar uma atriz que representasse o Brasil. Octavio entrou em contato comigo e eu adorei o projeto, é muito a minha cara. Topei na hora”, afirma Camila. A atriz ainda revela o quão especial é para ela ser a única representante brasileira no projeto. “É muito especial para mim estar em um projeto que eu acredito e me identifico tanto, podendo ser a voz do Brasil em uma série que se passa no mundo inteiro”, completa.

Camila protagoniza o episódio do qual participa, uma vez que os episódios são independentes uns dos outros. A abordagem do cenário brasileiro na trama, trata diretamente de assuntos políticos que assolam o país desde o início da pandemia, como a omissão do governo frente ao caos. Ao fim do episódio, é feita ainda uma relação entre a situação brasileira e boliviana, o que o torna ainda um divisor de águas para a série.

Pôster de “La Llamada”

Em uma série exibida em todo mundo, o texto que trás toda a indiferença que o povo brasileiro enfrenta, torna-se uma documentação do que está acontecendo em um momento que entrará para os livros de história futuros. Além de entretenimento, “La Llamada” ganha uma importância ainda maior.

“Como é uma série internacional e que abrange uma área tão grande (já que envolve vários países), falar sobre a situação atual do Brasil na pandemia, sobre a situação da Amazônia, é como registrar um documento histórico, já que é uma história totalmente baseada em fatos reais. Acredito no poder que a arte tem de comunicar, denunciar e abrir os olhos que estão fechados. Poder ser porta voz desse assunto, que mexe tanto comigo, é muito importante pra mim” relata Camila.

A série foi inteiramente gravada por meio de chamadas de vídeos com os atores de outras nacionalidades e dirigida por Octavio Maya. O modelo que tem sido muito utilizado em produções audiovisuais por todo o mundo durante o isolamento social. E, além do episódio interpretado por Camila, toda a série é repleta de simbologias e mitos, servindo também como denúncia para situações reais que estão acontecendo no mundo durante todo o período de pandemia.

Para Camila, a produção de “La Llamada” aconteceu estando diretamente em contato com Octavio. O diretor em chamada de vídeo no México com a atriz no Brasil, produziu todo o episódio, que foi gravado dentro da casa de Camila.

“Octavio e eu produzimos tudo por vídeo chamada, ele no México e eu no Brasil. Trocamos vários áudios, evoluímos para o vídeo e tudo aconteceu assim. O Octavio desenvolve um movimento no cinema chamado MetaCine, que é a reinterpretação do que você pode ver na realidade e ele é super ligado na tecnologia. Casou perfeitamente com a produção do projeto, já que o episódio foi gravado na minha casa mesmo, pelo meu celular”, conta Camila.

E sendo produção de caráter realístico dentro de uma trama muito bem construída e, acima de tudo, sendo o primeiro projeto internacional da atriz, “La Llamada” já conquistou um espaço especial na carreira de Camila.

“É a primeira vez que faço parte de um projeto internacional e é um projeto a minha cara. Me identifico muito enquanto artista com essa pegada realista, documental e política. É especial demais estar trabalhando em um projeto tão grande e com pessoas tão talentosas e generosas. E é ainda mais especial acreditar nesse projeto”, conclui.

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Cinema

Série “The Stripper” é exibida hoje no Fest Cine Pedra Azul

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E foi dada a largada para o Fest Cine Pedra Azul. Vivendo ainda a pandemia que afetou todo o país, o festival internacional de cinema precisou adaptar a programação para a versão digital, exibindo as mostras pelo site oficial. “The Stripper”, que conta com o ator Rodrigo Tardelli integrando o elenco, concorre ao festival e será exibido hoje Fest Cine Pedra Azul.

A trama foi indicada na categoria “Webséries” no festival internacional de cinema que decidiu abrir neste ano um espaço especial para as produções voltadas para internet. “The Stripper” concorre com mais oito produções. A série é da Ponto Ação Produções, produtora de conteúdo independente do ator em sociedade com as atrizes Priscilla Pugliese e Natalie Smith.

O ator ainda comenta sobre a expectativa para o festival. “As expectativas são as melhores. Demos toda nossa energia a The Stripper e agradeço muito ao Fest Cine Pedra Azul por ser o primeiro festival a abrir espaço para essa série”, afirma Tardelli.

Também ficou com vontade de assistir “The Stripper” no Fest Cine Pedra Azul? Basta clicar AQUI e preparar a pipoca. As exibições começam hoje, a partir das 20h!

Confira o trailer de “The Stripper” para já se preparar para a exibição:

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