_20171023_232238

Big Mouth – Resenha crítica

A recente série animada da Netflix, big mouth, trata do cotidiano de quatro amigos: Nick, Jessi, Andrew e Missy, que tem suas vidas totalmente afetadas pelo advento da puberdade e todo o – digamos – estresse que ela traz.

Recheada de referências, irônias e uma diversidade incrível, a animação cativa do início ao fim. A representatividade aqui não deixa a desejar: vários assuntos que geralmente não são tratados, como a dúvida quanto à sexualidade (geralmente aborda-se o tema de uma maneira esteriotipada: onde héteros e homossexuais são retratados como figuras seguras e nunca vacilantes de suas orientações), a variedade religiosa (aqui há um episódio inteiro voltado para um ritual judeu), entre outros assuntos.

Além de tais diferenciais, a série quebra com padrões quando coloca uma de suas personagens principais uma menina negra. Como já é sabido, porém sempre indispensável de reforçar, o negro sofre com a falta de espaço nas telas,  e quando aparece é,  majoritariamente, de maneira estereotipada e isolada na trama. Aqui, Missy, uma das protagonistas, é uma garota fora do padrão Hollywoodiano. Porém,  que é tratada com a importância dramática merecida,  e não como personagens negras costumam a ser representadas, ou seja: superficial e marginalmente. A garota não possui os cabelos lisos, não é super magra, usa aparelho dentário e tem inseguranças como qualquer pessoa normal teria: muitos pontos para big mouth.

O feminismo também aparece em alguns momentos. Talvez não tanto com a representação do movimento em si, mas como um combate ao machismo, especialmente em episódios como “todo mundo sangra” e “empurrar a cabeça”.

Além de todos esses aspectos já citados, a animação é divertida, leve e engraçada, com personagens heterogêneos e que vivem alturas diferentes da puberdade, assim, experimentando diversos níveis da complicada e cômica fase que é o começo da adolescência.

O conteúdo é explícito, fala-se muito de sexo, de masturbação e de apetite sexual. Mas nada de maneira muito extravagante ou que fuja muito da realidade, afinal, a série retrata justamente a descoberta de um universo, formado pelas suas múltiplas facetas. 

 

Ficha técnica

Título Original:    Big Mouth (Season 1)
Ano produção: 2017
Dirigido: Bryan Francis, Joel Moser Mark, Levine, Mike L. Mayfield
Estreia: 29 de Setembro de 2017 (Brasil)
Duração: 262 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Animação/Comédia
País de Origem: Estados Unidos da América

Se gostou, curta, compartilhe e indique aos amigos!
0 shares
Livia Corcino,18, alagoana, apaixonada por todas a formas de arte. Cursa cinema na UFF e adora conhecer o mundo, ouvir muita Lana del Rey, Tame Impala e assistir dramas franceses.
Previous Post

Gabriel e a montanha – crítica

Next Post

Doentes de Amor – A história de Kumail Nanjiani e Emily Gordon

  1. Daniel da Cunha Sampaio
    24 de outubro de 2017

    Muito boa a Crítica Lívia! Continue com o ótimo trabalho

    1. Livia Corcino
      24 de outubro de 2017

      Obrigadaaa

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *