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A Guerra dos Sexos (Battle of the Sexes) – Muito além da quadra

Estudos indicam que, no Brasil, as mulheres recebem um salário em média 30% inferior ao dos homens. No mundo dos esportes isso não é diferente. As mulheres vêm aos poucos conquistando o espaço delas, mas até hoje é possível notar o quanto são desvalorizadas. E é sobre essa desvalorização das mulheres que A Guerra dos Sexos se trata.

A obra é baseada em uma história real sobre a disputa de Tênis, que ocorreu em 1973, entre Billie Jean King, a principal tenista mulher dos EUA, naquela época, e Bobby Riggs, um ex-campeão aposentado. A essa disputa foi dado o nome de “Battle of the Sexes” (A Guerra dos Sexos) que corresponde ao título do longa.

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No filme, Billie Jean King é interpretada por Emma Stone e Bobby Riggs por Steve Carell. Os dois estão muito bem em seus papéis. Stone acaba recebendo mais destaque por todas as questões envolvendo sua personagem, que luta pelo reconhecimento das mulheres no esporte, ao mesmo tempo em que lida com as questões sobre sua sexualidade. Porém, não se há de negar que são duas atuações de grande nível desses atores.

Apesar disso o que mais impressiona são os aspectos técnicos do filme. A caracterização dos personagens é perfeita. Eles procuraram, inclusive, recriar, nos figurinos, as roupas utilizadas pelos atletas na época. Além disso, todo o trabalho de cabelo e maquiagem também consegue transmitir o clima dos anos 70.

Somados a essa caracterização impressionante, há um grande trabalho de direção, som e fotografia, que remetem bastante a produção audiovisual da época. A sensação que se dá é de que se está assistindo algo produzido naquele momento. É diferente de quando se vê um filme que se passa em determinada época, mas que não tem a preocupação de aparentar isso além de em sua caracterização. Em A Guerra dos Sexos, algumas imagens chegam a deixar dúvida, se são imagens recuperadas do evento ou se foram gravadas agora. Com certeza, é um filme que foi feito com o cuidado e respeito que essa disputa histórica merece.

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No geral, não é um filme que vá atrair um grande público. Muitos vão confundir com um filme sobre Tênis. Porém, é importante ressaltar o quão progressista sua temática feminista é, até para os dias de hoje. Esse é o diferencial do filme. Ele expõe em tela tudo o que muitos, com pensamentos retrógrados e machistas, pensam até hoje. E por meio do esporte tenta quebrar isso. Essa disputa entre Billie Jean King e Bobby Riggs que, certamente, teve seu impacto em 1973, continua tão atual, que esse filme se torna mais do que oportuno. Talvez seja um filme essencial para se entender que a sociedade não avançou tanto como gostaríamos de 1973 para 2017.

Título Original: Battle of the Sexes
Lançamento: 19 de outubro de 2017
Direção: Jonathan Dayton, Valerie Faris
Roteiro: Simon Beaufoy
Gênero: Biografia / Drama / Comédia
Distribuição: Fox Film do Brasil

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Estudante de cinema. Formada em Contabilidade. Fascinada por​ tv, séries e filmes. “It’s awful being a grown up, but the carousel never stops turning. You can't get off.”

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